terça-feira, 29 de junho de 2010


O Universo funciona no ritmo de Deus

Os atuais paradigmas de sucesso têm gerado nas pessoas um medo muito grande de serem enganadas e uma ansiedade voraz para vencer na vida a qualquer custo. Isso acaba gerando um estresse negativo, com forte desgaste energético. No meu ponto de vista, a melhor forma de lidar com essa pressão do dia-a-dia é ampliar nossa autoconfiança e começar a deixar a vida fluir, depois de aumentar a nossa confiança em Jesus.

À medida que fui aprendendo que tudo o que Deus permite que me aconteça é sempre para o meu bem – mesmo que à primeira vista possa parecer uma tragédia –, me tornei uma pessoa muito mais serena e entendi que o Universo não funciona no ritmo da minha ansiedade. Isso depois de aprender que “que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. (Romanos 8:28). O que move as forças da Vida a meu favor são os meus sonhos bem definidos e datados, bem como o foco que coloco na realização de cada um deles. Dessa maneira, passei a não temer as pessoas melhores do que eu, e sim a tomá-las como exemplo. Aprendi a respeitar os meus limites e a não sofrer mais por perfeccionismo. Aprendi, ainda, a não me decepcionar com os planos que não saem exatamente como eu quero, porque sei que tenho um “Sócio” que sabe a hora certa de me colocar nas mãos o que preciso, e não me deixo amedrontar com a raiva ou a inveja dos outros, porque sei que ser invejado é um atestado de competência.
E assim vou vivendo com otimismo, sempre acreditando em dias melhores para a minha vida, preparando-me para eles com muito estudo e trabalho, conhecendo pessoas maravilhosas e inteligentes e, na medida do possível, compartilhando minhas experiências com todos que tenho a alegria de encontrar em minha jornada.
Compreendi que o Universo está vibrando pelo meu sucesso e pela minha prosperidade! Se estou fazendo a minha parte e sou uma pessoa dedicada e entusiasmada, então, deixo a Vida fluir, com toda sua leveza, pois diz a Bíblia em Eclesiastes 3:1 “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”. É preciso crer que no tempo de Deus, vai dar tudo certo!

Por Rosa Maria Olímpio

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Atletas de Cristo defendem religião no futebol



Um antigo dito popular diz que futebol, religião e política não se discutem. Mas diversas manifestações envolvendo jogadores de futebol parecem, cada vez mais, motivar discussões. Há, inclusive, quem veja relação entre esses três temas.
Orações, rezas de mãos dadas, sinal da cruz, torcedores no estádio ostentando cartazes ou vestindo fantasias que retratam o mais profundo sentimento de dependência do sagrado estão presentes a cada rodada do Brasileirão.As camisas dos times são chamadas de “mantos sagrados”. E, mesmo os hinos dos clubes também denotam paralelos com a religião. Mostram rendição, admiração, promessa, reverência, dependência, adoração.
Atletas de Cristo
Ex-goleiro do Atlético (MG), João Leite, hoje deputado estadual por Minas Gerais, ajudou a fundar o chamado “Ministério de Atletas de Cristo”, entidade formada por esportistas que se reúnem para encontros que ligam religião e esporte.

“Em 1979, em viagem com o Atlético ao sul do país, conheci o Baltazar, que jogava no Grêmio e sempre manifestava a fé dele. Ele, minha esposa, Eliana Aleixo, que era jogadora da seleção brasileira de vôlei, Jailton, então goleiro do Madureira (RJ), Jânio, atleta do Noroeste de Bauru (SP) e eu tivemos um primeiro encontro e ali nasceu a idéia de criarmos uma associação que congregasse os atletas em nome de Jesus”, recorda.Jogador que mais vezes vestiu a camisa do Atlético (684 partidas, entre 1976 e 1989), João Leite conta que o primeiro grande congresso nacional de Atletas de Cristo ocorreu em 1981. “A partir daí, a associação cresceu muito. Hoje, há Atletas de Cristo em mais de 60 países. Temos jogadores da seleção, como Lúcio e Kaká. Inclusive, o Jorginho [auxiliar do Dunga na seleção brasileira] é o nosso presidente”. Completam o quadro diretivo Silas, atual técnico do Avaí (SC), que ocupa o cargo de 1º vice-presidente e Paulo Sérgio, campeão do mundo em 1994, diretor executivo da entidade.
Futebol x Religião
Em sua época de jogador, o ex-ídolo atleticano não tinha receio em levar a sua fé ao mundo do futebol. Tinha o hábito de distribuir bíblias aos jogadores, seja jogando com a camisa do Galo ou da seleção. A cada contrato novo que assinava, dava uma Bíblia para um jogador do Atlético, em todas as categorias.O gesto trouxe muitas histórias alegres para ele, como quando, em seus primeiros jogos pela seleção, no Mundialito do Uruguai, recebeu do goleiro Tony Schumacher alguns pares de luvas em retribuição à entrega de uma bíblia ao alemão.
Mas também houve resistência. Inspirado no piloto brasileiro Alex Dias Ribeiro, João Leite resolveu mandar bordar na camisa dele do Atlético a inscrição “Cristo Salva”. Certa vez, um árbitro viu a mensagem, relatou na súmula e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) comunicou ao Atlético que se ele jogasse com aquela camisa perderia os pontos.
Recentemente, após a conquista da final da Copa das Confederações, os jogadores brasileiros reuniram-se em círculo ajoelhados no meio de campo para rezar, celebração que motivou duras críticas. Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa de Futebol, condenou ao que chamou de evento religioso. “Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora. A religião não tem lugar no futebol”, declarou.
O jornalista Jamil Chade, revelou no jornal O Estado de S.Paulo que a Fifa pediu à CBF moderação na atitude dos jogadores mais religiosos. Foi apenas uma alerta à entidade, sem qualquer punição aos atletas, já que a manifestação religiosa ocorrera após a partida.Com a experiência de quem vivenciou na pele, ainda como atleta, alguma resistência do futebol à manifestação de sua fé, João Leite fala duro contra qualquer tipo de cerceamento de manifestações religiosas no futebol. Diz ser a favor da liberdade de expressão.
“O Brasil não é um país laico. Somos um povo religioso, com várias religiões: católica, batista, presbiteriana, espírita. Aquela comemoração da conquista da Copa das Confederações foi o momento que eles encontraram para agradecer a Deus, na fé deles, pela vitória. Permite-se que um jornal dinamarquês ridicularize Maomé com aquelas charges, atingindo os mulçumanos. Já para o religioso manifestar a sua fé, aí não é permitido?”, questiona João Leite.
Edmilson, zagueiro do Palmeiras, campeão do mundo pela seleção em 2002, é outro Atleta de Cristo que defende a livre manifestação religiosa dos atletas. “Eu achei fantástico o que os jogadores fizeram na Copa das Confederações. Fizemos o mesmo em 2002 quando a gente foi campeão do mundo. Recebi mais de dois mil emails de pessoas que foram transformadas. Gente do oriente médio, de todo o mundo, parabenizando o nosso trabalho e o nosso ato, o nosso gesto de amor a Deus, ao mundo e às pessoas”, conta.

“Eu não ia guardar uma coisa que me faz bem. Precisava passar para as pessoas. Sobretudo num mundo como o de hoje em que as pessoas necessitam de amor. Ficam incomodados quando você fala ‘Jesus te ama’. Para mim, quem se incomoda é porque não tem Deus no coração”, completa o atleta palmeirense.Para o ídolo do Atlético, a manifestação religiosa feita após os jogos em nada atinge aquelas pessoas que porventura não sejam religiosas ou não crêem em Deus. João Leite considera essencial que sejam respeitados os direitos de liberdade das pessoas. “Eu posso ligar a televisão ou acessar a internet e ver algo que não concorde. É direito da pessoa não concordar. Mas é direito da outra poder se manifestar. Uma das coisas mais tristes são a cassação do direito de expressão e o preconceito religioso. Não entendo como a Fifa possa impedir [a manifestação religiosa]. Ela irá contra a Declaração Universal dos Direitos Humanos, da ONU [Organização das Nações Unidas]”, indigna-se João Leite.
“É totalmente equivocada a declaração do pessoal da Dinamarca de que a religião deve ficar fora do futebol da mesma forma que a política. Hoje o futebol é política. Por que ele está na Federação Dinamarquesa de Futebol? Porque ele é um político. Ou ele está lá porque ele gosta? Ele é pago para ser presidente daquela federação”, afirma Edmilson. “Não há declaração mais política do que a desse dirigente”, concorda João Leite, que acrescenta: “Pela cabeça dele [Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa de Futebol], deve acreditar na razão, na lógica. Nesse caso, será que ele vai querer tirar o Cristo Redentor para colocar uma estátua do [filósofo] Decartes no lugar?”.
Sobre eventuais excessos no comportamento dos jogadores religiosos, gestos e manifestações dentro de campo, o zagueiro Edmilson avalia que varia de pessoa para pessoa. “Fazer um gesto, erguer as mãos para o céu, colocar camisa com uma mensagem vai da pessoa. Tem jogadores que quando perdem um jogo ou tomam um gol ficam frustrados, decepcionados, então não levantam a mão para o céu. Falam em fanatismo, mas não é isso. Por exemplo, quando o jogador é entrevistado e o assunto é futebol, ele deve falar só de futebol. Não tem de colocar Deus, religião no meio. Agora, se perguntam ao atleta o que ele gosta, é normal responder que gosta de ir à igreja ou de ouvir música evangélica. Se é algo que ele vive, então não tem como ele falar outra coisa”, explica.
“Particularmente, não gosto de pessoa religiosa. A religião aprisiona a pessoa. O compromisso tem que ser com Jesus Cristo e não com placa de igreja, entidades. Não é ser católico, protestante, evangélico. Pessoa religiosa mata, vive sob medos, crenças e superstições. Quando você aceita Jesus, você é livre para fazer o que quiser”, finaliza.E para você, leitor do Yahoo! Esportes, a Fifa deve ou não permitir manifestações religiosas nos campos de futebol? Você é a favor ou contra atos religiosos nos gramados? Dê a sua opinião. Interaja conosco!


Fonte: YPosts / Gospel Prime

sábado, 19 de junho de 2010

A educação, a Bíblia e nossas finanças




"Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo - a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens - não provém do Pai, mas do mundo. O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (1Jo 2:15-17).



Entendemos que o termo educação deve alcançar não só a educação escolar, formal, mas também a educação para a vida. Tudo isso concorre para uma vida secular em abundância e nos encaminha para o Reino, pois educar é conduzir, diz a etimologia. Por isso o exemplo dos grandes homens, tanto em sua maneira de viver quanto na sua forma de conduzir suas finanças servem para nos mostrar quais são os propósitos de Deus na condução de Seus filhos.
Salomão, conhecido por sua sabedoria e riqueza, após avaliar todas as coisas desta vida, percebeu que a busca por dinheiro, bens, prazeres, poder ou qualquer outra coisa deste mundo, por si só, não faz nenhum sentido, é como correr atrás do vento. Depois de relatar todas as suas percepções a respeito desta vida, no livro de Eclesiastes, ele escreve: "De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau". (Eclesiastes 12:13-14).
Isso significa que, nesta vida, devemos ter uma escala de valores consoante à vontade de Deus ensinada por Paulo em Romanos 12:2 “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus". Em outras palavras, o apóstolo está nos dizendo que nossas finanças devem servir para nos abençoar, abençoar a igreja e promover a divulgação do Reino de Deus e jamais para nos escravizar e nos afastar do Senhor. Diariamente estamos envolvidos em conflitos de valores. Porque o mundo oferece outra escala de valores, que não se coaduna com a vontade do Criador. Nela a prioridade é dinheiro em vez de Deus; poder em lugar de paz; sucesso profissional em vez de sabedoria; popularidade e fama em lugar de busca da salvação; prazeres mundanos em vez do Reino de Deus.
Uma educação que privilegia o mergulho no consumismo e no estímulo à busca pelo poder e fortuna, não se preocupa com os meios, desde que atendam aos fins. Quando optamos pelos valores mundanos e carnais em detrimento dos valores eternos e espirituais, corremos o risco de nos corromper e nos esquecer de que Deus nos deu um nome, que deve ser limpo em todos os sentidos: moral e espiritualmente, porque ele estará registrado no Livro da Vida e isso dinheiro algum, ou qualquer tipo de influência pessoal pode comprar. Jesus já pagou o preço na cruz. Por isso a educação fundamentada em bases cristãs se reporta às palavras de Paulo aos Colossensses 2:8: "Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo"
Pense nisso!


Por Profa. Aya Ribeiro

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Educação é compromisso e persistência




Educar é conduzir", "guiar" por um caminho, conforme indica a sua origem, o verbo latino "duco". Mas caminhos precisam ser construídos, e isso não é algo fácil e simples. É preciso aplainar o terreno, nivelar as bases, retirar as pedras... Tudo isso pressupõe compromisso e dedicação. Não se pode desistir na primeira dificuldade, eis porque muitos não se comprometem. Só assume um compromisso quem é capaz de sustentar uma palavra empenhada. Quem honra as promessas solenes, mesmo sem papel ou testemunha.
Professores, como outros profissionais, na solenidade da formatura, fazem um ato público de juramento, assim como é feitos em casamentos e em outros pactos, os quais pressupõem uma escolha e uma determinação em persistir. A persistência é uma idéia firme e constante de algo que se pretende fazer, mesmo na presença de incômodos ou dificuldades. E esta é uma condição sine qua non para o sucesso de qualquer ação educativa, seja ela no plano formal, ou informal, secular ou religiosa.
A persistência é uma virtude fundamental para o sucesso, pois fortalece a vontade e a atitude das pessoas. Sabemos que ser persistente não é uma tarefa fácil. O mais comum é encontrar obstáculos e querer desistir. Entretanto, a história nos mostra que o sucesso é conseguido com determinação. Einstein já afirmava que “o único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário”. Essa constatação serve a todas as áreas e na educação ela é essencial e está respaldada nas palavras de Jesus em Lucas 9:62: “Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus“. E reiterada na exortação de Paulo em Romanos 12:7 “Aquele que ensina, esmere-se no fazê-lo”.
Ninguém que desiste na primeira tentativa, ou sob pressão contrária, que abre mão de seus princípios está apto a conquistar os louros e as promessas. No campo semântico de Educação, se relacionam as palavras “compromisso” e “persistência”, sem as quais é impossível vencer a luta contra a sedução que busca desviar do caminho aqueles que deveriam ser conduzidos a um bom lugar. Educar, pois, é persistir em conduzir as ações a um caminho sólido, depois de retirar as inevitáveis pedras, que também são elementos importantes para a sedimentação de uma educação cristã, lembrando que nosso caminho deve estar firmado na pedra angular, aquela que muitos construtores rejeitaram. Aqueles que optaram por não firmarem um compromisso, ou não persistiram nos propósitos firmados nessa Rocha.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Por que a Bíblia orienta a usar a vara na correção dos filhos?




Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos. (Pitágoras)

O Congresso Nacional discute um projeto que proíbe a aplicação de castigos físicos, moderados ou não, nos filhos, mesmo que a punição tenha caráter pedagógico. E os pais que desobedecerem a lei podem ser obrigados a fazer tratamento psicológico ou psiquiátrico, junto com as crianças. Atualmente, esse tema tem sido bastante discutido em várias rodas, mas o que diz a Bíblia sobre isso?
A Palavra de Deus é manual de conduta em todas as áreas e nela devemos buscar conselho. A Bíblia, reiteradas vezes, enfatiza a importância da disciplina. E todos sabem que quanto mais jovens, mais fácil é aprender a disciplina. Crianças que não recebem disciplina crescem rebeldes, sem respeito à autoridade, e consequentemente, não estarão dispostas a prontamente obedecer e seguir a Deus. A vara da correção é citada na Bíblia, não só de forma metafórica, mas também como instrumento fisco de correção. Não de castigo, é preciso deixar bem claro. Deus usa a disciplina para nos corrigir e nos conduzir ao caminho certo e para encorajar o arrependimento por nossos atos. Em várias passagens, a Bíblia ensina: “Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno.” A vara é uma haste flexível e por isso mesmo nos impede de colocar força exagerada, quando a usamos para a correção. Se, ao usá-la, os pais exagerem na força, e usarem a vara de forma errada ela pode se quebrar. Isso de certa forma protege a criança. Por isso, certamente, a Bíblia não diz para usar o braço, mas a vara da disciplina. Disciplina causa sofrimento e envolve dor, pois se quisermos alcançar as virtudes temos mesmo que mortificar muitos de nossos impulsos e desejos. Sentimos quando somos disciplinados, mas essa dor é passageira e não causa danos, ao contrário da dor que pode advir da falta de correção.
Somos testemunhas das nefastas conseqüências de uma geração de pais que não usou a vara da disciplina na educação de seus filhos: infelicidade, procura desenfreada pelo prazer levando até a morte, dentre outros males. Pais que amam criam seus filhos de acordo com as orientações da Palavra de Deus. E se usam a vara para corrigir seus filhos com amor, estão seguindo orientações bíblicas e colherão os seus benefícios como escrito em Provérbios 29:17 “Discipline seu filho, e este lhe dará paz, trará grande prazer a sua alma.”

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Metamorfose



Mudança é um dos temas que mais me encantam e desafiam o meu viver. Talvez por isso sempre tive uma fascinação pelas borboletas. A Pipa e a Flor, história de Rubem Alves, fala de uma flor, que na verdade era uma linda borboleta, e que fora enfeitiçada. O castigo era viver e morrer sem poder sair de seu lugar. Os humanos podem andar em dúvida e incerteza, mas Jesus
é inequívoco. Ele fala sobre a verdade como algo exato e objetivo. Em outra parte ele nos fala que a verdade é a palavra de Deus revelada. Quando ele falou com seu Pai (João 17:17), ele disse: "tua palavra é a verdade". Quando Jesus falou sobre a verdade, ele não estava falando sobre uma vaga abstração resultante de um intenso pensamento humano.
O mais interessante a respeito das mudanças em nossa existência é que temos plena noção de que elas são necessárias para a nossa evolução, mas por nos tirarem da nossa área de conforto, despertam-nos o medo do desconhecido, o que acaba por nos sabotar muitos passos para o progresso. A palavra de Deus é verdadeira independentemente do fato de eu concordar com isso, de eu aceitar e obedecer, ou rejeitar e contestar.
É preciso estar consciente de que sem mudança não há crescimento, apenas estagnação e, no campo profissional, até um retrocesso, que pode acarretar muitos fracassos e desilusões. Sabendo disso, aprendi a acordar a cada manhã com o coração aberto para Jesus. Ele diz: "Conhecereis a verdade". Jesus plenamente ensinou que podemos e devemos conhecer a verdade. Podemos distinguir o certo do errado. Paulo instruiu os Tessalonicenses: "Julgai todas as cousas, retende o que é bom;
abstende-vos de toda forma de mal" (1 Tessalonicenses 5:21-22). Ainda hoje é verdade que a "lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos" (Salmo 119:105). Para assimilarmos melhor as mudanças que possam surgir em nossa vida, precisamos ser pessoas mais preparadas. Entendi que nada vai mudar no meu mundo se eu não me dispuser primeiro
a mudar minhas atitudes e o meu olhar crítico em relação às pessoas e situações. Sei que sou "rosa". E não vou me tornar uma “borboleta” – aquela pessoa maravilhosa que quero e posso ser – enquanto continuar a agir como uma “lagarta” dentro de meu casulo. E, mesmo que essa metamorfose seja um pouco dolorosa, sei que é melhor tomar a iniciativa e mudar enquanto é tempo do que ser mudada pela força das circunstâncias.
Acredito que uma transformação que me traga realização pessoal e felicidade com certeza fará de mim uma pessoa muito mais entusiasmada, de bem com a vida e generosa. Fará bem a mim e ao mundo à minha volta! . Em Timóteo 3:16-17, Paulo disse: "Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra." Paulo também disse que seu ensinamento não tinha palavras de sabedoria humana, e sim palavras reveladas pelo Espírito Santo.Como diz o escritor Rubem Alves, “Não haverá borboletas se a pessoa não passar por longas e silenciosas metamorfoses.E acrescento, fundamentada na Bíblia: Só Cristo liberta e transforma!”


Rosa Maria Olimpio

sábado, 8 de maio de 2010

Educação, entusiasmo e crítica




Eis uma questão que nos instiga: devemos educar pelo estímulo ou pela crítica? A maneira como enxergamos um objeto demonstra nossa concepção de mundo, de homem e de educação. A conhecida história da visão de um copo com água visto por diferentes pessoas delineia essa perspectiva: o pessimista vê o copo com água pela metade e afirma: “está quase vazio”, ao passo que o otimista, diante da mesma quantidade de água assegura “está quase cheio”.
Pois essa analogia serve também para ilustrar o posicionamento de educadores que usam a crítica e os que usam o estímulo para educar. Os primeiros tendem a enxergar em primeiro plano o erro e evidenciá-lo, já os do segundo grupo tendem a reforçar os acertos. Dependendo de nossa concepção de educação, temos a tendência a olhar para os desafios de uma forma ou de outra.
Muitos educadores pensam que expor o erro, evidenciando-o como forma pedagógica leva o educando a ser melhor. Se considerarmos essa metodologia na perspectiva cristã, veremos que o estímulo é a alternativa que caminha no sentido oposto. Criticar é apontar falhas. É expor o erro, o que nem sempre encontra ressonância positiva, pois toda crítica tem “um que” de despeito tendencioso e destrutivo, ao passo que o estímulo leva a um entusiasmo em prosseguir. Sabemos que dificilmente se conquista alguma coisa apenas apontando falhas.
Um dos principais objetivos da educação é ensinar valores. Como alguém pode ensinar valores se se considera acima do bem e do mal para esperar o crescimento com base em críticas?
Com a crítica, o copo que estava quase vazio acaba por esvaziar, pois muitos deixam de fazer para não correrem o risco de ser criticados. Quem pouco faz, pouco erra.
A educação nos moldes cristãos deve transmitir a criticidade, todavia em forma de sabedoria, mediante exemplos práticos. Quem critica deve apontar ou dar exemplo de solução. A crítica vazia é inócua e tende a tirar o entusiasmo, enquanto o estímulo possibilitado até mesmo pelo erro leva o educando a enfrentar os desafios.
No episódio da mulher adúltera, vemos a posição de Jesus como mestre que ensina sem evidenciar o erro, mas faz dele uma possibilidade de acerto. Quando Jesus disse na passagem narrada em João 8:7: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra, Ele nos ensina uma grande lição: educadores não estão acima do bem e do mal, mesmo que revestidos de autoridade temporária.

sábado, 1 de maio de 2010

Concepção de educação e o exemplo de minha avó




É interessante observar que tendemos a seguir os caminhos daqueles a quem admiramos. Portanto, devemos dar importância a quem nossos filhos consideram como seus “heróis”.
Eu sempre admirei minha avó, talvez seja por isso que me tornei professora. Quando criança, eu ficava encantada em ouvir suas histórias e causos. E achava que ela era a mulher mais sábia do mundo. Ainda hoje eu penso assim. Vovó era professora e parteira. Várias pessoas, de figuras anônimas até pessoas com expressiva participação na sociedade e no cenários político e empresarial brasileiro, vieram ao mundo pelas mãos dela. Assim como muitos também foram alfabetizados por aquela pequena senhora de personalidade marcante. De atitudes firmes e de gestos sensíveis como acolher em sua casa e alimentar quantas pessoas a procurassem.
Ainda hoje, depois de ter estudado nas melhores escolas do país, e passado pelas classes de excelentes professores, considero-a a professora mais sábia que conheci. Vovó me ensinou a ler a Bíblia, quando eu tinha doze anos e me ensinou a diferença entre a letra e o Espírito, além de me mostrar, na prática, o que é dogma e o que é fé. Creio que por admirá-la tanto decidi ser professora, quando todos achavam que eu tinha potencial para seguir outra profissão mais valorizada. Ainda hoje não penso assim. Entendo que o ensino é uma das mais nobres profissões, por isso, faço como Paulo exortou: "... o que ensina, esmere-se em fazê-lo (Rm 12:7b)."
Uma das minhas maiores lições de educação não aprendi nos livros de pedagogia, ou na sala de aula de nenhuma universidade. Foi com minha sábia avó. Um dia, quando preparava a massa para o pão de queijo, vovó me chamou para perto de si e disse que iria me ensinar algo. Mas ela não me ensinou como preparar essa quitanda indispensável nas casas mineiras: ela me ensinou o que entedia por educação. Usou de uma técnica que jamais hei de esquecer: tomou a massa na mão e me perguntou “você sabe como deve ser uma boa educação?” Fiquei observando e esperando a resposta. Então ela me mostrou a massa com a mão semi aberta, depois abriu a mão, deixando que a massa caísse na gamela, em seguida pegou outra porção e a apertou, fazendo com que a massa escorregasse por entre os dedos. Nesse instante construí nessa analogia a minha concepção de educação: educar não é deixar solto, nem controlar demais. É ficar do lado, amparando, sem pressionar. Se a mão do educador estiver semi aberta, a massa não cairá, nem se esvairá por entre os dedos.

sábado, 24 de abril de 2010

Jesus e a Zona de Desenvolvimento Proximal




Lev Vygotsky, um educador russo, afirmou que “O saber que não vem da experiência não é realmente saber”. Nessa frase podemos ver a base de sua teoria pedagógica: para ele todo aprendizado é necessariamente mediado. Segundo Vygotsky, o primeiro contato da criança com novas atividades, habilidades ou informações deve ter a participação de um adulto. Ao internalizar um procedimento, a criança “se apropria” dele, tornando-o voluntário e independente. Assim, admite que a única aprendizagem significativa é a que ocorre por meio da interação entre o sujeito, o objeto e outros sujeitos (colegas ou professores).
Nesse sentido, fazemos uma associação com o que ensina Salomão em Provérbios 22:6: “Ensina a criança no caminho em que deve seguir, e mesmo com o passar dos anos ela não se desviará dele”. Para o sábio rei, a aprendizagem significativa é aquela que passa pela mediação, assim como ensina Vygotsky. Observe que ele diz: “ensina no caminho”. Ele não diz “ensina o caminho”. A diferença reside no fato de que ensinar no caminho é estar com, é seguir junto. Nesse caso o adulto não aponta o exemplo, não mostra o caminho, mas segue também nele, participando ativamente, o que referenda a expressão do educador russo: “O caminho do objeto até a criança e desta até o objeto passa por outra pessoa”
Vygotsky chamou de Zona de Desenvolvimento Proximal a distância entre o nível de desenvolvimento real, determinado pela capacidade de resolver um problema sem ajuda, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através de resolução de um problema sob a orientação de um adulto ou em colaboração com outro companheiro. Ao educar, devemos agir assim: mostrar que fazemos, com exemplos significativos; fazer junto, mediando a aprendizagem, para, numa terceira etapa, deixar que o educando descubra as suas potencialidades. Jesus agiu assim com seus discípulos. Mostrou pelas suas atitudes o que deveriam fazer; seguiu fazendo com eles, admoestando e ensinando no caminho e depois deixou que seguissem fazendo, conforme o dom de cada um.
A verdadeira educação é aquela que agrega, que interfere para sempre no curso de vida das pessoas, que transfere valores e conhecimentos que irão ajudá-las e qualificá-las para construir uma vida digna.

sábado, 17 de abril de 2010

Antes só que mal acompanhado


Essa expressão faz parte do acervo popular e traz em seu bojo uma grande lição, quando estabelecemos uma analogia não só com nossos relacionamentos pessoais, mas também com as escolhas educativas. Os lugares e as pessoas que escolhemos para conviver compõem nosso repertório de aprendizado e determinam nossa forma de ver e de conceber o mundo. Não podemos separar os aspectos cognitivos dos afetivos. Nossas afinidades determinam nossas escolhas e com elas a forma como aprendemos e como apreendemos o mundo. Isso equivale dizer que as nossas companhias também definem a nossa educação, tanto no sentido lato, como estrito. Se me cerco de pessoas com tendências culturais diferentes daquelas que temos como ideal, é natural que aos poucos vou inserindo sua forma de sentir e de perceber essa cultura e passo a aceitar e a incorporar esses valores. Se me cerco de pessoas que, em vez de coisas fúteis e vulgares, se permitem ampliar seu universo cultural e intelectual com livros de boa qualidade, certamente serei motivado a conhecer e a entrar nesse ambiente.
Nesse sentido, a escolha do ambiente que nossos filhos freqüentam e de suas companhias é importante para a sua educação. Não estamos falando de classe social, ou de nível acadêmico, mas de pessoas que têm o que partilhar e acrescentar. E isso não depende de dinheiro, posição social ou titulação. Depende, sobretudo, da maneira de enxergar e de priorizar a educação, a moral e os princípios. Pessoas inteligentes falam sobre idéias; Pessoas comuns falam sobre coisas; Pessoas medíocres falam sobre pessoas. Eis porque devemos escolher nossas companhias e cuidar para que nossos jovens estejam cercados de pessoas que estimulem seu crescimento moral e intelectual, sem a frivolidade e a vulgaridade já tão banalizada pela mídia.

Missão

Encorajar a prática da oração intercessória na vida espiritual de cada membro da Igreja Cristã Manancial de Vida.